quarta-feira, 5 de março de 2008

Satélite

Flutuo na tua gravidade
Te percebo como meu ponto de equilíbrio
Em tua órbita, pairo à vontade
E tua força me mantém atraído

Não posso escapar e nem quero
Como um satélite, em tua volta giro
Mas adentrar nessa atmosfera, espero
Como um cometa errante fugitivo

Mas se um dia te atingir, prometo
Não causar dano em teu aspecto físico
Só talvez (também esse meu medo)
Nunca mais eu volte pro espaço infinito

sábado, 1 de março de 2008

Sonhos livres

Até quanto um sonho pode ser real?
Até quanto pode-se querer manter um sonho vivo?
Sonhos foram feitos para irem e virem quando quiserem
Não podemos nos obrigar a tê-los
Devem ser livres
Ao sonhador, basta esperar por eles aparecerem
E a cada vez, aproveitar o máximo a experiência
Prender um sonho é como prender uma estrela
Nas noites nubladas, em que não podemos vê-la
Temos que crer que ela está lá, brilhando
E que voltará, quando puder ou quiser
Talvez não devamos procurar muito por ela
Para que quando ela aparecer, venha com todo seu brilho
E não enjoe do sonhador.