quarta-feira, 5 de março de 2008

Satélite

Flutuo na tua gravidade
Te percebo como meu ponto de equilíbrio
Em tua órbita, pairo à vontade
E tua força me mantém atraído

Não posso escapar e nem quero
Como um satélite, em tua volta giro
Mas adentrar nessa atmosfera, espero
Como um cometa errante fugitivo

Mas se um dia te atingir, prometo
Não causar dano em teu aspecto físico
Só talvez (também esse meu medo)
Nunca mais eu volte pro espaço infinito

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