terça-feira, 3 de junho de 2008

O sentido da vida é ser feliz. Não é procriar para perpetuar a espécie, ou filosofar sobre quem somos e para onde iremos. A verdadeira busca, é pela felicidade.
Alguém pode achar egoísmo só pensar no próprio bem. Mas como ser feliz sem que os que estão à sua volta compartilhem da sua alegria? Na sua felicidade deveria estar embutida a do próximo.
Mas o que é ser feliz? É ter saúde? É ser rico? Amar e ser amado? Sorrir à toa?
Passa um pouco por isso tudo. Mas ao mesmo tempo, há quem seja feliz sem ter nada disso.
Será que algumas pessoas já nascem felizes então? Ou nasceram para serem felizes? Talvez. Quem sabe algumas pessoas tenham uma alma feliz. Aquelas que mesmo sofrendo no corpo material todas as agruras desses nossos tempos, sorriem mesmo assim para a vida.
O contrário também acontece. Seres afortunados, para os quais aparentemente a vida sorri, mas por dentro são tristes. Será que nasceram para serem tristes? Seria algum karma de uma vida passada? Ou a falta de algum neurotransmissor?
Eu, por natureza, me considero feliz. Acho que a vida sorri para mim e eu retribuo. Estou longe de ter tudo que eu quero, acho que trabalho demais e me divirto de menos. Mas tenho a qualidade de fazer feliz quem está minha volta. E isso é bom demais.
Porém, sinto uma tristeza de vez em quando. Às vezes por momentos isolados, como quando lembro de alguém querido que não está mais aqui. Mas às vezes dura mais, como por esses dias. Mas sinto que esse sentimento é uma chuvinha passageira. Não me imagino numa daquelas tempestades que parecem durar pra sempre.
Hoje olho pro céu e vejo nuvens, escuras. Mas sei que logo ali, acima delas, tem um solzão lindo esperando uma brecha pra brilhar. E essa brecha só depende de mim, eu sei. Mas também sei que as nuvens só valorizam o sol que vem depois.

O sol está dentro de cada um, assim como a felicidade. Basta deixarmos ele aparecer, e assim iluminarmos nosso mundo e quem está à nossa volta.

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